CORDEL DO PRAZER

31 12 2010

Para o último post desse ano vou mandar esse ótimo Cordel  que li no blog do meu tio. ( http//paulohamaral.wordpress.com).

CORDEL DO PRAZER

Foi pensando em meus amigos
Que escrevi este cordel
São linhas muito modestas
Esculpidas com o cinzel
Das experiências vividas
Após numerosas lidas
Deste humilde menestrel

Já se foram muitos anos
Desde o dia em que nasci
E de lá até agora
Muita coisa já aprendi
Não quero dar uma de otário
Muito menos da abestado
E por isso sigo assim

Dificuldades? Já as tive
Bem grandes de em quantidade
Em momentos foi difícil
Manter a serenidade
Mas posso afirmar agora
Em qualquer dia, em qualquer hora
Não me dobra qualquer baque

E depois de muitas histórias
Tive um saldo sem igual
Aprendi a ver a vida
De uma forma original
Fugindo então da mesmice
E também da babaquice
Alcancei meu ideal

Vejo na vida a mulher
Muito bela e encantadora
Dotada de um magnetismo
Que enfeitiça qualquer coisa
Por isso ao ver tal beldade
Fico sempre, e isso é verdade
À beira de uma pilora!

Me fascina a sua beleza
Como é maravilhosa
E ainda digo mais,
Além de tudo é gostosa!
Fico doido de pensar
Que ela está sempre a chegar
Para mim de cara nova

Mas… como toda mulher
Esta aqui não é perfeita
Às vezes gosta de dar (?)
Uma boa dor de cabeça
Quando está naqueles dias
Não importa o que se diga
“Estás errado, e não se esqueça!”
Às vezes ela é briguenta
E gosta de aperrear
Às vezes reclama, e reclama
E não para de falar
Mas eu sou apaixonado
Pelo seu jeito delicado
Quando vem pra me agradar!

Por isso cuido bem dela
Nunca poupo nas despesas
Com a vida, meu camarada
Economizar é besteira
Quero o que há de melhor
Quero o que há de maior
Para a minha companheira

Sei que há os que reclamam
Os que dela falam mal
Os que não vêem em minha amada
O que há de especial
Mas isso pra mim não importa
Quero amá-la, reta ou torta
E adoro sofrer desse mal!

Se mil anos eu vivesse
Gostaria de lembrar
De todos os bons momentos
Que eu fosse experimentar
E não me arrependeria
Das mancadas que daria
Pois quem tenta há de errar

E enfim, para terminar
As notas deste meu canto
Que escrevo com tanto carinho
Àqueles que me acompanham
Gostaria de lembrar
E neste recinto citar
Expressão de incontáveis anos

Já foram muitos poetas
E filósofos reluzentes
A reconhecer que na vida
Existe uma coisa somente
Que possui real valor
E que à nossa existência dá cor
Completando-nos integralmente

Essa coisa é o prazer
Não importa onde o aches
A ele deves buscar
Procurando-o em qualquer parte
Pois a vida sem prazer
É osso duro de roer
Mas com ele … faz-se arte!

Milton Ferreira

 


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